Obesidade: Coca-Cola reduz presença nas escolas dos EUA

Algumas das principais entidades educacionais norte-americanas manifestaram seu apoio aos planos da Coca-Cola de estabelecer novos parâmetros para a venda de refrigerantes dentro das escolas. A empresa anunciou o projeto ontem e disse estar empenhada em ajudar autoridades a combater o aumento da obesidade infantil.Atualmente, as escolas representam apenas 1% das vendas da Coca-Cola no mercado norte-americano. Ainda assim, a companhia, - segundo informa o diário americano de finanças The Wall Street Journal - tem-se esforçado para manter sua presença nesses locais. A explicação é de que adolescentes são seu principal grupo consumidor e criam a base de seu relacionamento com a marca enquanto estão cursando o colegial.As propostas da Coca-Cola incluem, entre outras medidas, a proibição da venda de refrigerantes a alunos do ensino fundamental. No lugar, seriam comercializados os sucos, bebidas lácteas e águas engarrafadas produzidos pela empresa. No ensino médio, refri gerantes poderiam ser obtidos apenas em vending machines (máquinas automáticas) e não em quiosques e cantinas instalados dentro da escola.A Coca-Cola recomendou também que revendedores instalados dentro das escolas cobrem o mesmo preço por refrigerantes e água engarrafada. Além disso, ações de marketing dentro de instituições de ensino seriam realizadas somente em casos onde houver incentivo ao desenvolvimento acadêmico. Com isso, seriam proibidos, por exemplo, a produção de cadernos e material didático com o logotipo da marca.As novas normas propostas pela Coca-Cola já haviam sido recomendadas pela empresa e estavam sendo testadas por sua principal engarrafadora, a Coca-Cola Enterprises. A diferença é que agora todas as engarrafadoras da marca concordaram em aderir ao esquema .Diversos grupos educacionais, entre eles a National Association of State Boards of Education e a National Association of Secondary Schools, apoiaram as medidas da Coca-Cola. Essas instituições foram inclusive consultadas pela companhia durante a formulação do plano.Mesmo com tantas restrições, alguns especialistas acreditam que as medidas propostas pela Coca-Cola são insuficientes para gerar resultados efetivos. "Este é um bom começo, mas o ideal seria livrar as escolas dos refrigerantes e substituí-los por bebidas mais saudáveis e nutritivas", disse o pediatra David Roer, que integra o conselho escolar da cidade de Centerville, em Ohio. A venda de refrigerantes em escolas de Centerville foi totalmente proibida há alguns meses.Em resposta, a Coca-Cola disse que educadores não devem acabar com "sua capacidade de levantar fundos essenciais para as escolas". A PepsiCo, principal rival da Coca-Cola, já orienta seus engarrafadores a não venderem refrigerantes em escolas de ensino f undamental e recomenda que a venda no ensino médio não ultrapasse 50% do total de produtos oferecidos. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

18 de novembro de 2003 | 17h27

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