Obesidade juvenil é associada a relação ruim entre mãe e filho

Crianças que têm relações precárias com suas mães têm uma probabilidade maior de ganhar excesso de peso quando crescem, de acordo com um estudo norte-americano.

REUTERS

28 de dezembro de 2011 | 15h38

Pesquisadores que acompanharam quase mil crianças até a adolescência descobriram que mais de 25 por cento dos que tiveram a pior pontuação nos testes de relacionamento entre mãe e filho enquanto bebês tornaram-se obesos aos 15 anos, segundo os achados publicados na Pediatrics.

Em contraste, apenas 13 por cento das crianças que tinham uma boa relação com suas mães se tornaram obesas.

Embora isso não prove causa e efeito, os pesquisadores afirmam que outro trabalho indicou associações entre o desenvolvimento emocional e intelectual das crianças e como elas interagem com a mãe quando bebês.

É possível que uma infância estressante deixe uma impressão duradoura no cérebro das crianças, afirmou Sarah Anderson, que trabalhou no estudo.

"Há uma sobreposição no cérebro entre as áreas que controlam o estresse e o equilíbrio de energia", disse Anderson, da Faculdade de Saúde Pública em Columbus da Universidade do Estado de Ohio.

"Essa resposta ao estresse pode estar relacionada à obesidade por meio da regulação do apetite."

O estudo foi baseado em 977 crianças que foram filmadas enquanto brincavam com a mãe aos cerca de 1, 2 e 3 anos de idade.

Os pesquisadores depois avaliaram a relação da criança com a mãe com base na capacidade de a mãe reconhecer o estado emocional de seu filho e responder com ternura, assim como a tendência da criança de explorar o ambiente livremente, uma medida da "segurança da vinculação".

Um quarto dos bebês tinha uma relação de "baixa qualidade" com suas mães, enquanto 22 por cento pontuavam perfeitamente em cada sessão.

Aos 15 anos, 26 por cento das crianças com relações problemáticas eram obesas - o dobro da porcentagem das que não apresentavam tais problemas.

Entretanto, a diferença diminuía à medida que mais fatores eram levados em conta, como educação materna e renda familiar.

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