Obrador pede salário como ´presidente legítimo´ do México

O esquerdista mexicano Andrés Manuel López Obrador declarou nesta quarta-feira que quer doações para seu pagamento como "presidente legítimo", função que declarou nesta semana em um ato simbólico com a intenção de desafiar a vitória do conservador Felipe Calderón na eleição passada para presidente, a qual perdeu por 0,56 pontos percentuais. Ele revelou que ganhará 50 mil pesos mensais (pouco mais de US$ 4.545) como mandatário paralelo, recursos que assegurou serem de donativos de pessoas depositados em uma conta bancária que abriu. "Ajudem-nos, porque não temos dinheiro", disse Obrador em uma coletiva de imprensa. "É isso que vai permitir a manutenção do governo", acrescentou. As doações seriam enviadas a uma conta no banco HSBC, apesar de as agências centrais da instituição na Cidade do México terem sido bloqueadas por comícios de simpatizantes de esquerda, que acusam o banco de apoiar Calderón em uma suposta fraude eleitoral. "Presidente legítimo" Após sua declaração de "presidente legítimo", Obrador anunciou de imediato 20 medidas de seu governo paralelo que, segundo ele, levará uma transformação democrática ao país. "O propósito fundamental do governo legítimo será proteger os direitos do povo, defender o patrimônio de todos os mexicanos e a soberania nacional", disse o esquerdista frente estimados 100 mil seguidores reunidos na praça de Zócalo, prometendo limitar o poder de grandes corporações e da "oligarquia neo-fascista" que, segundo ele, controla o país. O anúncio de sua administração paralela vem 11 dias após Calderón ter feito seu juramento como presidente eleito legalmente do país. Calderón tem respaldo do Tribunal Superir Eleitoral mexicano como primeiro mandatário. Além disso, o candidato vencedor acabara de nomear seu novo gabinete econômico na última terça-feira. Seu governo paralelo, com um gabinete de 12 membros, não cobrará impostos ou tentará legislar, e dependerá de doações.

Agencia Estado,

22 Novembro 2006 | 20h33

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