Observadores federais vigiam eleições nos EUA

Observadores federais acompanham nesta terça-feira oprocesso eleitoral em 22 estados dos Estados Unidos, para impedirfraudes ou discriminações nos distritos nos quais as disputas sãomuito acirradas, existe um grande número de minorias ou foramidentificados problemas com as máquinas de votação. Os observadores do Departamento de Justiça foram alocados emdistritos como o do Condado de Cuyahoga (Ohio), no qual foramconstatados problemas com as máquinas de votação. Também estarão presentes no Condado de Bergen (Nova Jersey), onde existe uma acirrada batalha pelo Senado. Além disso, os observadores irão vigiar o andamento das eleições em cerca de 12condados em todo o país, nos quais há reservas de índios americanos,assim como em grandes núcleos urbanos com altos números de eleitoresNegros. No total, o Departamento de Justiça enviou cerca de 850observadores a 69 cidades e condados, o dobro das eleiçõeslegislativas de 2002. O governo americano envia observadores para supervisionar aseleições desde 1965. O subsecretário de Justiça, Wan J. Kim, que dirige a Secretariade Direitos Civis do Departamento de Justiça, declarou à imprensa nasemana passada que os distritos haviam sido selecionados em partedevido às disputadas internas. Entre eles estão os condados de Fort Bend e Galveston, no Texas,no qual a republicana Shelley Sekula-Gibbs tentará preencher a vagadeixada pelo antigo líder republicano na Câmara Tom DeLay, querenunciou no final do ano passado por seu envolvimento em umescândalo de manejo ilegal de fundos eleitorais. Os observadores estarão presentes ainda em grandes núcleosurbanos como Boston, Chicago, Denver, Nova Orleans, San Francisco eNova York, onde eleitores negros e de outras minoriastradicionalmente se queixam de ter negado o acesso aos centros deVotação. Por outro lado, 16 analistas da Organização para a Segurança e aCooperação na Europa (OSCE) observarão o andamento das eleiçõeslegislativas a convite do governo americano. Segundo um comunicado divulgado na segunda-feira, os analistasintegram o Escritório das Instituições Democráticas para os DireitosHumanos da OSCE, corpo da organização responsável pela observaçãodas eleições. Os especialistas vêm da Grã-Bretanha, República Tcheca,França, Hungria, Ucrânia, Rússia e Alemanha, e serão liderados porGiovanni Kessler, advogado constitucionalista e membro do ParlamentoItaliano. Em um relatório publicado em julho, a OSCE indicou que gruposcivis haviam relatado uma série de queixas nas últimas eleições. Entre elas, foram citadas a suposta intimidação aos eleitores e as campanhas locais de desinformação através de panfletos de fontes anônimas, nas quais se incluía dados incorretos sobre os procedimentos de votação. Os observadores da OSCE já estiveram presentes durante aseleições presidenciais e legislativas de 2004.

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