Ocidentais eram alvo das bombas em hotéis na Indonésia

Terrorista detonou explosivos ao se aproximar de um grupo de empresários, numa sala do Marriott

Efe

19 de julho de 2009 | 23h50

Um grupo de ocidentais era o alvo do terrorista suicida que explodiu uma bomba no hotel Marriott de Jacarta, onde morreram seis, do total de nove vítimas fatais do atentado cometido na sexta-feira, 17, na capital indonésia. As informações são da imprensa australiana, que cita testemunhas.

 

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Didik Taufik, segurança do local, contou em entrevista ao "Sydney Morning Herald" que o terrorista entrou na cafeteria do Marriott com uma mochila e uma mala e disse que tinha que entregar um laptop a seu chefe, e em seguida apontou para uma sala reservada do estabelecimento.

 

Outro vigia o acompanhou até o local onde o empresário americano James Castle tinha convidado para um café da manhã um grupo de 19 ocidentais e indonésios. O terrorista, então, detonou as bombas que carregava consigo, informou o jornal "The Australian".

 

A explosão matou imediatamente o terrorista e os australianos Garth McEvoy, executivo mineiro; Craig Senger, diplomata do Comércio e Nathan Verity, especialista e executivo de Recursos Humanos. A ação também deixou mortos o empresário neozelandês Tim McKay e um garçom do hotel.

 

Testemunhas afirmam que o colega do terrorista saiu da cafeteria no meio da confusão e usou o túnel que conecta o Marriott ao Ritz-Carlton para explodir sua bomba no segundo estabelecimento, dez minutos depois. Nessa ação outras três pessoas morreram.

 

A ligação entre os prédios é utilizada normalmente por funcionários, por isso não há vigilância, de acordo com testemunhas citadas pela imprensa.

 

A polícia indonésia investiga se existe ligação entre o terrorista do Marriott, que, segundo fontes islâmicas, seria Nur Hasbi, e Asmar Latin Sani, autor do atentado suicida contra o mesmo hotel em 2003, no qual morreram 12 pessoas, indicou a rádio "ABC". Nur Hasbi estudou com Latin Sani na escola islâmica de Java Central, dirigida pelo clérigo radical Abu Bakar Bashir.

 

Ele também conhece o malaio Noordin Mohammed Top, especialista na fabricação de bombas da Jemaah Islamiya - o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático -, acusado de participar do planejamento dos atentados de Bali de 2002, que deixaram 202 mortos.

 

As autoridades indonésias atribuem os atentados a uma facção dissidente da Jemaah Islamiya liderada por Noordin.

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