Ocidente é culpado por fracasso na ONU sobre a Síria, diz Xinhua

Os diplomatas ocidentais são os culpados pelo fracasso da última resolução sobre a Síria proposta no Conselho de Segurança da ONU, após tentarem impor um esboço desequilibrado que não colocou pressão suficiente sobre os grupos opositores, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, nesta sexta-feira.

Reuters

20 de julho de 2012 | 08h57

Rússia e China vetaram a resolução numa votação na quinta-feira, na terceira vez que os dois países usaram seu poder de veto para bloquear resoluções destinadas a isolar o presidente sírio, Bashar al-Assad, e acabar com o conflito de 16 meses que já matou milhares de pessoas.

O documento ameaçava autoridades sírias com sanções caso não parassem com a violência contra a revolta e o veto duplo atraiu críticas imediatas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, todos os quais apoiaram a resolução.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que visitou Pequim no início desta semana e discutiu o assunto com o presidente chinês, Hu Jintao, disse que estava "profundamente desapontado" com a votação do Conselho de Segurança na quinta-feira.

Em um comentário, a Xinhua disse que o esboço não era equilibrado, e que diplomatas ocidentais "exibiram arrogância e inflexibilidade" nas negociações, matando efetivamente o documento.

"Diplomatas ocidentais apressaram-se em apontar o dedo para a Rússia e China após a resolução ser derrotada, mas eles têm apenas a si mesmos para culpar por tentar forçar um esboço tão imponderado através do Conselho", disse.

O apoio ocidental à resolução enviou uma mensagem "de que os políticos em Washington e Londres estão apenas interessados em amarrar as mãos de Damasco, enquanto as operações violentas das forças antigovernamentais seriam toleradas e até incentivadas", disse.

Em vez de tomar o que a Xinhua chamou de uma abordagem de confronto, as potências ocidentais deveriam trabalhar com a Rússia e a China e apoiarem os esforços de paz do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan.

(Reportagem de John Ruwitch)

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