Ocidente e Golfo prometem US$4 bi em ajuda ao Iêmen contra Al-Qaeda

Ataque suicida na segunda-feira aprofundou as preocupações com Al-Qaeda no país

ANGUS MCDOWALL, REUTERS

23 Maio 2012 | 15h19

RIAD - A Arábia Saudita e países do Ocidente e do Golfo Pérsico prometeram mais de 4 bilhões de dólares em ajuda ao Iêmen em uma conferência em Riad, dois dias depois de um ataque suicida que deixou mais de 90 soldados iemenitas mortos e aprofundou as preocupações sobre a presença da Al-Qaeda no país.

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Em um comunicado divulgado em Londres, sete agências de ajuda pediram por auxílio alimentar urgente e outras ajudas para evitar um desastre humanitário no Iêmen. As agências disseram que quase metade da população do país não tem o suficiente para comer.

Na conferência de Riad, na Arábia Saudita --maior exportador mundial de petróleo-- o país-sede do encontro prometeu 3,25 bilhões de dólares de um total de 4 bilhões de dólares em ajuda.

O governo saudita, que já fornece petróleo e apoio militar ao vizinho pobre Iêmen, reuniu nações ocidentais e do Golfo Pérsico em um hotel para ver como eles podem ajudar na aplicação de reformas e no combate à pobreza e à ilegalidade.

"Afirmo mais uma vez o nosso suporte ao Iêmen para apoiar todas as fases da iniciativa política para ajudar a alcançar segurança, estabilidade e prosperidade para enfrentar as ameaças do extremismo e do terrorismo", disse o chanceler saudita, príncipe Saud al-Faisal, aos enviados.

O grupo de doadores, que é copresidido pela Grã-Bretanha, discutiu os desdobramentos políticos desde que o presidente Ali Abdullah Saleh deixou o cargo em fevereiro, terminando seu governo de três décadas após quase um ano de protestos em massa.

"Mais de 4 bilhões de dólares foram prometidos hoje. Mas o significado de hoje foi que era importante reafirmar o apoio de um grupo tão grande de países ao Iêmen", disse Burt.

O ataque de segunda-feira em um desfile militar foi o último incidente violento em um país assolado pela turbulência política, onde o Exército se dividiu em facções rivais e grande parte do sul caiu sob o controle de uma milícia islâmica aliada ao braço local da al-Qaeda.

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