Ocidente não deseja intervir na Síria, diz Rússia

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse neste sábado acreditar que as potências ocidentais não desejam intervir no conflito sírio. "Eu sinto que ninguém tem apetite para intervenção externa", afirmou a jornalistas que também retornavam para Moscou após uma cúpula em Bruxelas, de acordo com a agência russa ITAR-TASS. "Também tenho a sensação de que eles estão rezando para a Rússia e a China continuarem impedindo uma intervenção. Porque se houver tal decisão, eles terão que agir e ninguém está pronto", acrescentou Lavrov.

AE, Agência Estado

22 de dezembro de 2012 | 14h09

Ele ainda reiterou a oposição da Rússia a qualquer intervenção na Síria, citando as resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) usou para justificar os ataques militares na Líbia.

"Estamos convencidos de que o Conselho de Segurança da ONU não deve tomar decisões ambíguas, depois que nossos parceiros agiram de modo tão abominável na Líbia", disse o ministro. Ao lado da China, a Rússia continua sendo um dos poucos aliados do regime sírio, blindando o presidente Bashar al-Assad das sanções destinadas a puni-lo pelo uso de força pesada contra a resistência armada.

A posição de Moscou frustrou as tentativas do Ocidente de encerrar o derramamento de sangue que já dura 21 meses tirando Assad do poder. O governo russo também é acusado de manter laços militares com Damasco, que foi um tradicional parceiro na era soviética. As informações são da Dow Jones.

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