Ocidente não prepara ação militar contra o Irã, diz UE

A comunidade internacional não considera a hipótese de lançar uma ação militar contra o Irã para forçar o país a abandonar seu programa nuclear, disse o responsável pela política externa da União Européia, Javier Solana. Altas autoridades preparam-se para uma reunião em Londres a fim de discutir a apresentação de uma queixa contra a República Islâmica perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas.Solana disse ter a esperança de que a pressão da comunidade internacional unida force Teerã a voltar a negociar suas atividades de enriquecimento de urânio. "Não está na cabeça de ninguém, neste momento, usar ação militar, não", disse Solana. "Espero muito que... encontremos uma solução pacífica, diplomática".Representantes da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia, China e EUA vão se reunir em Londres nesta segunda-feira para discutir que atitude tomar contra o Irã. O país removeu os lacres das Nações Unidas de sua principal unidade de enriquecimento de urânio, em Natanz.A decisão alarmou o mundo ocidental, que suspeita que Teerã esteja tentando desenvolver os meios para criar uma bomba atômica. O governo iraniano garante que suas pesquisas nucleares têm apenas o objetivo de gerar eletricidade.Depois de mais de dois anos de negociações, Reúno Unido, França e Alemanha declararam na semana passada que as negociações chegaram a um "beco sem saída" e pediram uma reunião de emergência da diretoria da Agência Internacional de energia Atômica (AIEA). Com apoio dos EUA, as três nações querem levar o caso ao Conselho de segurança da ONU, que poderá impor sanções econômicas a Teerã. Mas China e Rússia, países com fortes laços econômicos com o Irã, têm poder de veto no conselho e poderão bloquear qualquer punição.

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