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Ocidente vai continuar pressionando presidente do Zimbábue

Potências ocidentais prometeram nesta terça-feira, 20, continuar pressionando o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, apesar das ameaças feitas por ele de expulsar diplomatas caso continuem a criticar seu governo. Tanto a Grã-Bretanha quanto os EUA defenderam a adoção de mais sanções contra o governo de Mugabe devido ao que descrevem como a violenta repressão contra líderes oposicionistas e a grave crise econômica atribuída a erros administrativos cometidos pelo governo dele. O ministro das Relações Exteriores do país, Simbarashe Mumbengegwi, avisou na segunda-feira os diplomatas ocidentais presentes em Harare de que o governo não hesitaria em expulsar os que dessem apoio a políticos da oposição. Autoridades do país africano não disseram quais representantes poderiam ser expulsos, mas entre os países afetados estariam a Grã-Bretanha (ex-colonizador do Zimbábue), os EUA, a Austrália e a Suécia. "Tais ameaças não impedirão a Grã-Bretanha de criticar os contínuos erros cometidos pelo governo e os abusos de direitos humanos no Zimbábue", afirmou à Reuters uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha. "Essa é uma situação trágica e desastrosa. E é terrível olhar para isso, especialmente porque o povo zimbabuano é que, no final, está sofrendo", afirmou Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. Na semana passada, Mugabe disse aos que o criticam no Ocidente que fossem "se enforcassem" e deu ordens para Mumbengegwi ler "a lei de motins" diante dos enviados de países ocidentais.

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