EFE/Miguel Gutiérrez
EFE/Miguel Gutiérrez

Odebrecht nega acusações de ex-procuradora venezuelana

Em nota, a empresa disse que não "procede a acusação de ter pago US$ 100 milhões ao ex-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Diosdado Cabello"

O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2017 | 23h31

SÃO PAULO - O grupo brasileiro Odebrecht rebateu nesta quarta-feira as acusações da ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz de que teria participado de um esquema de pagamento de subornos a líderes chavistas, entre eles o número 2 do governo, Diosdado Cabello.

Em comunicado à imprensa, o grupo informa que "após realizar uma exaustiva busca em seus antigos sistemas e nos depoimentos de seus ex-integrantes que colaboram com a força-tarefa da Lava Jato, a Odebrecht afirma que não procede a acusação de ter pago US$ 100 milhões ao ex-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Diosdado Cabello, e não fez nenhum pagamento neste valor, direta ou indiretamente, através de terceiros ou em seu nome, à empresa espanhola TSE Arietis, citada pela ex-procuradora da Venezuela".

A empresa nega ainda que "tenha recebido pagamentos por trabalhos não realizados e reafirma que o ritmo das obras em execução acompanha o cronograma de pagamentos dos clientes locais". "Nos 25 anos em que está presente na Venezuela, a Odebrecht concluiu projetos relevantes que se encontram em pleno funcionamento, atendendo a diversas comunidades do país", disse a nota.

Luisa Ortega, que rompeu com o governo chavista no final de março e abandonou a Venezuela no mês passado, afirma ter "todas as evidências, incluindo documentais", de que o presidente Nicolás Maduro e outros altos líderes do governo receberam subornos da Odebrecht. / AFP

 

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