JF Diorio/Estadão
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Odebrecht recebe multa de US$ 251 milhões e é inabilitada por 10 anos na Colômbia

Tribunal Administrativo de Cundinamarca aceitou denúncia do Ministério Público que acusa a construtora de ter pago US$ 28 milhões para conseguir contrato de um rodovia

O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2018 | 02h06

BOGOTÁ - O Tribunal Administrativo de Cundimarca, na Colômbia, multou a construtora Odebrecht no valor de 800.000 milhões de pesos – US$ 251 milhões de dólares – por corrupção na construção de uma rodovia no país. A decisão também proíbe a empresa de firmar contratos com entidades públicas colombianas por 10 anos.

A sentença atende pedido do procurador-geral da Colômbia, Fernando Carrillo. O Ministério Público acusou a construtora de pagar subornos na ordem de 84.000 mihões de pesos (US$ 28,35 milhões) para conseguir o contrato da rodovia Rota do Sol II.

Na decisão, para garantir o pagamento da multa, o tribunal determinou a "apreensão de contas bancárias e dividendos obtidos pelas empresas Concessionária Ruta del Sol S.A.S, Construtora Norberto Odebrecht S.A., Odebrecht Latinvest Colombia S.A.S., Estudos e Projetos do Sol S.A.S.-Episol S.A.S., CCS Costrutores S.A”.

A sentença também extinguiu o contrato da Rota do Sol e proibiu a construtora de celebrar contratos com entidades oficiais pelos próximos dez anos.

O caso Odebrecht na Colômbia voltou aos holofotes em novembro, com a veiculação na imprensa local de uma entrevista do engenheiro Jorge Henrique Pizano. Testemunha-chave nas investigações, ele afirmou que o procurador-geral colombiano Nestor Humberto Martinez  sabia das irregularidades na construção da rodovia desde 2015, antes de chegar ao cargo.

Pizano morreu no dia 8 de novembro por uma parada cardíaca e, três dias depois, seu filho Alejandro também morreu depois de beber uma garrafa de água com cianeto que estava na mesa de cabeceira de seu pai. \ EFE

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