Odinga toma posse como primeiro-ministro do Quênia

Gabinete compartilhado entre governo e oposição encerra crise política gerada após as eleições presidenciais

Efe,

17 de abril de 2008 | 08h23

O dirigente da oposição Raila Odinga tomou posse nesta quinta-feira, 17, como primeiro-ministro de um novo governo de coalizão do Quênia, cuja formação põe fim à grave crise gerada após as disputadas eleições presidenciais de dezembro do ano passado. A posse do primeiro-ministro e dos integrantes do governo de coalizão é fruto das negociações entre Kibaki e Odinga para terminar com a crise que explodiu por causa das eleições de 27 de dezembro. Os dois líderes assinaram um pacto político em 28 de fevereiro, com a mediação de Annan, que criou as bases para a formação do gabinete, embora as negociações para definir seus integrantes tenham passado por vários imprevistos. O ato no Palácio Presidencial, liderado pelo presidente do Quênia, Mwai Kibaki, começou às 10h46 (horário local). Além de Odinga, assumiram seus cargos 40 integrantes do primeiro governo de coalizão da história do país. Participaram do ato representantes dos países do leste da África e, como convidado especial, o ex-secretário-geral da ONU e mediador na recente crise queniana, Kofi Annan. A cerimônia de posse representa o final de uma crise política e uma onda de violência que deixou cerca de 1.500 mortos nos enfrentamentos entre manifestantes da oposição e a Polícia ou entre seguidores de um e outro grupo político ou étnico. Kibaki foi declarado vencedor das eleições de 27 de dezembro, apesar das acusações de fraude feitas pela oposição. A comunidade internacional também questionou a legalidade da apuração.

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