OEA afirma estar perto de solução para reingresso de Honduras

Honduras foi retirada da Orgaqnização por causa de um golpe de Estado que derrubou o ex-presidente Manuel Zelaya

Efe,

08 de julho de 2010 | 05h28

WASHINGTON - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, confirma nesta quinta-feira, 8, que se reuniu com o presidente de Honduras, Porfirio Lobo, e o ex-líder Manuel Zelaya, e assegurou que está "próximo de uma solução" para o retorno de Tegucigalpa ao organismo.

"Acho que estamos perto de uma solução, mas esta solução ainda precisa ser concretizada", diz o titular da OEA em um encontro com agências de notícias para informar sobre o trabalho que está sendo realizado por um grupo para avaliar as condições que permitem a volta de Honduras.

Honduras está suspensa da OEA desde 4 de julho de 2009 pelo golpe de Estado que derrubou Manuel Zelaya em 28 de junho do ano passado e o organismo criou uma comissão de alto nível ou grupo de contato.

Tal grupo é integrado por todos os países da América Central, além do Peru, Equador, Estados Unidos, Canadá, México, Argentina e Jamaica, país este último que substituirá a Guiana, diz Insulza.

O grupo de trabalho manteve reuniões tanto com representantes de Lobo como com enviados de Zelaya.

Juristas da OEA também viajaram há uma semana a Tegucigalpa para reunião com a Procuradoria Geral e Corte Suprema, confirmou o titular do organismo continental.

Entre os assuntos que a maioria dos países-membros da OEA quer ver resolvidos antes de pensar no levantamento da suspensão está o retorno de Zelaya a Honduras com todas as garantias e direitos humanos.

O titular da OEA afirmou que "não há divergências" sobre estes temas com Lobo nem com Zelaya, mas "é preciso que as coisas se concretizem e isso vai demorar um pouco", esclarece.

Insulza quis deixar claro que a comissão não está negociando entre as partes, mas avaliando a situação para emitir uma recomendação sobre o futuro de Honduras na OEA.

Ele lembrou que a incumbência da comissão é informar, no máximo até 30 de julho, a Assembleia Geral de como evoluiu a situação em Honduras desde a posse de Lobo em janeiro.

Este trabalho não culmina, portanto, com um acordo entre Lobo e Zelaya, mas com o relatório da comissão.

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