Ed Ferreira/AE
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OEA ainda não se definiu sobre Paraguai, diz Patriota

Em audiência pública no Senado, ministro foi questionado sobre suspensão do Paraguai no Mercosul

Lisandra Paraguassu, Agência Estado

11 de julho de 2012 | 13h14

BRASÍLIA - Em duas horas de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, foi bastante questionado pelos parlamentares sobre as relações do País, no caso da suspensão do Paraguai e entrada da Venezuela no Mercosul.

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Apesar de questionado até por senadores da base sobre entrada da Venezuela, Patriota não conseguiu apresentar uma justificativa. Disse apenas que a decisão tinha sido embasada juridicamente, tomada de comum acordo entre os membros e vinha sendo discutida havia muito tempo.

A falta de respostas do chanceler é um sinal de desconforto do Itamaraty com a decisão, já que foi voto vencido. A opinião de diplomatas é que a inclusão da Venezuela não deveria ser feita naquele momento.

O ministro se saiu bem na defesa da suspensão do Paraguai, alegando que essa não foi uma decisão solitária do Brasil, mas unânime, tanto no Mercosul quanto na Unasul, que reúne uma gama mais variada de tendências políticas - Chile e Colômbia, por exemplo, são mais de direita. Lembrou também que a região já passou por muitos problemas e não pode ser condescendente na defesa da democracia.

Sobre a manifestação do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, que não condenou o processo de impeachment no Paraguai, Patriota afirmou que as declarações são de cunho pessoal e não refletem a posição do órgão, que precisa ser tomada em consenso pelos países, e ainda está em discussão. Patriota afirmou que o Brasil e os demais países da Unasul estão trabalhando em conjunto e manterão a posição já tomada - ou seja, a suspensão do Paraguai, já que a OEA também tem uma cláusula democrática.

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