AFP PHOTO / MARVIN RECINOS
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OEA ameaça punir Venezuela se referendo for adiado

Secretário-geral elogia a decisão de Brasil, Paraguai e Argentina de não entregar a presidência temporária do Mercosul à Venezuela

O Estado de S. Paulo

23 Agosto 2016 | 18h53

WASHINGTON -  O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse ontem que se o referendo revogatório do mandato do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, não ocorrer anda este ano a entidade aplicará sanções ao país.

“Se isso definitivamente ocorrer ( o adiamento do referendo para 2017), sanções mais drásticas serão tomadas pela OEA e outras entidades regionais”, disse Almagro à Rádio RCR, crítica ao chavismo. “Isso seria absolutamente inadmissível para a comunidade internacional.”

O diplomata disse ainda essas entidades pretendem aplicar todos os mecanismos e cláusulas democráticas existentes no continente, em uma referência velada ao Mercosul. 

Almagro lembrou também que o referendo revogatório está previsto na Constituição venezuelana de 1999 e. em sua opinião, é tão importante quanto uma eleição presidencial. O secretário-geral da OEA afirmou que não pretende travar uma guerra verbal com Maduro, que frequentemente o tem criticado.

Por fim, o diplomata uruguaio elogiou a decisão de Brasil, Paraguai e Argentina de não entregar a presidência temporária do Mercosul à Venezuela, em uma decisão criticada por Caracas. “Acredito que ninguém, exceto caso isolados, defenda o regime bolivariano”, afirmou. / EFE

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