REUTERS/Ivan Alvarado
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OEA analisa crise na Venezuela na segunda-feira

Reunião de chanceleres ocorrerá antes da abertura da Assembleia-Geral do órgão regional

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 22h46

CIDADE DA GUATEMALA - A Organização dos Estados Americanos (OEA) vai analisar a situação da Venezuela em uma segunda sessão de chanceleres na próxima segunda-feira (19), em Cancún, México, confirmou o ministro guatemalteco das Relações Exteriores, Carlos Raúl Morales, nesta quarta (14).

A reunião deve começar às 14 horas (17 horas em Brasília), antes da abertura formal da Assembleia-Geral do organismo regional, disse o chanceler, que presidirá a reunião.

O ministro guatemalteco explicou que a reunião ocorrerá depois da suspensão do primeiro encontro de chanceleres em 31 de maio, em Washington, por falta de consenso.

Na ocasião, os ministros e representantes dos países-membros da OEA não conseguiram aprovar nenhum dos dois projetos de declaração que estavam sobre a mesa.

Uma declaração foi apresentada pelo bloco de 14 países do Caribe, e a outra, lançada por Peru, Canadá, Estados Unidos, México e Panamá. Os dois textos eram completamente opostos.

O Brasil e outros 13 países da região defenderam em 31 de maio na OEA a suspensão da convocação de uma Assembleia Constituinte na Venezuela. Pouco mais de um mês depois de anunciar sua saída do organismo regional, o governo de Nicolás Maduro demonstrou que ainda tem influência sobre um grupo importante de países-membros, que bloquearam a votação de uma declaração sobre a crise venezuelana.

Diante do impasse, a maioria dos integrantes da OEA decidiu suspender o encontro para tentar obter uma posição de consenso até a Assembleia-Geral da entidade, marcada para os dias 19 a 21, no México.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, disse que a Constituinte foi o principal ponto de divergência entre os 14 países e os 14 integrantes da Comunidade Caribenha (Caricom) que tradicionalmente apoiaram a Venezuela. Caracas tem ainda os votos dos integrantes da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América). / AFP

 

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