OEA apóia institucionalidade democrática da Venezuela

Depois de mais de 20 horas de reunião, o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou na noite desta segunda-feira seu apoio à democracia da Venezuela e rejeitou "qualquer tentativa de golpe de estado" ou alteração da ordem constitucional. A resolução da OEA, que tem 34 países, é emitida no momento que a greve geral na Venezuela, liderada pela oposição ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, entra na terceira semana. O documento da OEA adverte ao Governo de Chávez e à oposição agrupada na Coordenadora Democrática que as negociações entre as partes ?cheguem a uma solução constitucional, democrática, pacífica e eleitoral.? O secretário-geral da OEA, César Gaviria, está em Caracas mediando as negociações para restaurar a ordem e solucionar o impasse. O Conselho Permanente afirmou que apoia o direito dos venezuelanos de escolher seus governantes de acordo com as normas constitucionais e a expressar "de forma terminante" que qualquer situação que transgrida o estado direito e a institucionalidade democrática" é "incompatível" com o sistema interamericano. A resolução foi aprovada depois que o embaixador da Venezuela na organização, Jorge Valero, pediu o apoio da comunidade internacional para intervir no país. Pedro Nikken, membro da Coordenadora Democrática, disse estar satisfeito com a resolução e que a partir de agora irá aumentar os esforços para encontrar ?soluções para a crise política?. Na última sexta-feira, os Estados Unidos afirmaram que a Venezuela deveria antecipar as eleições. Mais tarde, os americanos retrocederam e sugeriram um referendo.

Agencia Estado,

17 Dezembro 2002 | 03h43

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