OEA cogita suspender Honduras em reação a golpe

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, não descartou a hipótese de que a entidade suspenda Honduras por causa da deposição do presidente Manuel Zelaya por líderes militares, e exigiu que o novo governo, por ele qualificado como ilegítimo, liberte as pessoas detidas durante o golpe, entre elas a chanceler Patricia Rodas.

AE-AP, Agencia Estado

29 de junho de 2009 | 08h57

"Não descarto que nessa reunião se aplique o artigo 19 (dos princípios da Carta Democrática Interamericana), suspendendo Honduras de todo o tipo de participação nos organismos da OEA, sejam eles a assembleia, o conselho ou as comissões", declarou Insulza no fim da noite de ontem, em entrevista coletiva concedida em San Salvador. Uma reunião emergencial de chanceleres da OEA foi convocada para amanhã em Washington.

Insulza afirmou que a OEA estará sempre aberta "a uma mudança de atitude da parte do governo ilegítimo, mas essa mudança parte de este aceitar o retorno e a reinstalação no cargo do presidente Zelaya". Ele exigiu ainda a libertação das pessoas detidas durante o golpe militar de ontem em Honduras e cujos paradeiros se desconhecem, entre elas a chanceler hondurenha.

Ontem, em Washington, a OEA anunciou que não reconheceu o governo instalado por meio de um golpe militar e convocou uma reunião de emergência para determinar quais outras medidas adotará. Em uma resolução de sete pontos, a OEA declara que "não será reconhecido nenhum governo" surgido da ruptura da ordem constitucional de Honduras.

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