Jacquelyn Martin/AP
Jacquelyn Martin/AP

OEA condena impugnações de parlamentares

Declaração provocou forte reação do governo; deputado Diosdado Cabello disse que organismo não tem legitimidade para opinar sobre questões internas do país

Ricardo Galhardo ENVIADO ESPECIAL / CARACAS, O Estado de S. Paulo

13 Janeiro 2016 | 21h46

CARACAS - Em uma carta endereçada ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o uruguaio Luiz Almagro, acusou o governo venezuelano de aplicar um “golpe direto” na vontade dos eleitores ao não aceitar a posse dos três deputados do Estado de Amazonas que dariam à oposição maioria qualificada na Assembleia Nacional.

“Tudo aquilo que signifique impedir um só deputado de assumir sua cadeira é um golpe direto na vontade do povo. A ação de alterar a representação política diante de um pronunciamento tão claro do corpo eleitoral se constitui em um atentado quando as garantias de justiça parecem desaparecer”, diz a carta divulgada também pela internet.

A declaração provocou uma forte reação do governo. O deputado Diosdado Cabello, homem forte do chavismo, disse que a OEA não tem legitimidade para opinar sobre questões internas da Venezuela. 

“Não há um organismo mais deslegitimado do que a OEA. A OEA não tem nada que se meter com a Venezuela. Este senhor (Almagro) tem uma parcialidade política absolutamente conhecida”, disse Cabello.

Na semana passada, a chanceler venezuelana, Delcy Rodriguez, reuniu o corpo diplomático credenciado no país para pedir que não se intrometessem nas questões internas. 

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