OEA critica lentidão em apuração na Bolívia e recomenda 'melhorias'

Com 62,60% das atas apuradas, o Tribunal Supremo Eleitoral disse que Evo somava mais de 1,7 milhão de votos (55,18%)

O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2014 | 19h44

LA PAZ - A Organização dos Estados Americanos (OEA) criticou ontem a lentidão no processo de apuração dos votos da eleição presidencial da Bolívia, realizada no domingo. Relatório divulgado pela missão de observação eleitoral da entidade afirmou que “não é conveniente que se tirem todas as conclusões a partir das pesquisas” de boca de urna. Evo Morales é dado como vencedor, por sua ampla vantagem, mesmo com pouco mais de metade das urnas apuradas.

Liderada pelo ex-presidente da Guatemala Álvaro Colom, a missão da OEA classificou como “extremamente lento” o processo oficial de apuração do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), a transmissão e a divulgação de atas eleitorais e recomendou o desenvolvimento de um sistema “eficaz” de divulgação de resultados preliminares.

O presidente Evo agradeceu ontem as recomendações da OEA e disse que não tentou coagir os funcionários do TSE para trabalharem a seu favor, acusação feita por opositores.

Ontem, Evo seguia à frente dos candidatos opositores, segundo dados divulgados no site do TSE. Após apurar 62,60% da votação, o tribunal disse que o presidente somava mais de 1,7 milhão de votos (55,18%).

O empresário Samuel Doria Medina, o adversário mais bem colocado, acumulava 908 mil votos (28,16%). O ex-presidente Jorge Quiroga tinha 10,94% dos votos, o ex-prefeito de La Paz Juan del Granado somava 2,99% e o líder indígena Fernando Vargas ficava com 2,73%. Até a noite de ontem, haviam sido computadas 17.155 atas eleitorais, de um total de 27.403.

Os dados da apuração começaram a ser publicados na tarde de segunda-feira, após um silêncio de mais de 24 horas depois do fim da votação devido a problemas técnicos e a uma suposta ameaça de hackers contra o sistema do TSE.

A presidente do tribunal, Dina Chuquimia, reconheceu que a apuração avançava “lentamente, mas com segurança”, afirmando que parte do problema também se deve ao acesso precário a populações rurais.

Sem contar com dados oficiais, o governo, a oposição e a imprensa consideraram válidos os resultados das pesquisas de boca de urna, que informaram um apoio de aproximadamente 60% a Evo. / AFP e EFE

 

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