OEA discutirá a participação de Cuba em cúpula de 2015

País foi suspenso da Organização em 1962 e a decisão foi revogada em 2009, mas ilha não manifestou disposição de voltar à entidade

Cláudia Trevisan, Correspondente / Washington

01 de junho de 2014 | 06h00

WASHINGTON - Os 34 países que integram a Organização dos Estados Americanos (OEA) vão abandonar momentaneamente suas divergências nesta semana durante a 44ª Assembleia-Geral da entidade, no Paraguai, e divulgar declaração sobre um tema que une a todos: a necessidade de promover o desenvolvimento social e combater a pobreza e a desigualdade de renda.

Mas os embates internos continuarão a se manifestar em questões que serão levantadas durante o encontro. Entre elas, está a proposta da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) para que Cuba participe da próxima Cúpula das Américas, marcada para 2015 no Panamá.

Cuba foi suspensa da OEA em 1962, no auge da Guerra Fria, quando os Estados Unidos dominavam a organização. A decisão foi revogada em 2009, mas até hoje o país não manifestou disposição de retornar à entidade.

Criada em 1994 por sugestão dos EUA, a Cúpula das Américas ocorre a cada três anos e promove o encontro dos 34 dirigentes da região que integram a OEA. Questionada pelo Estado na quinta-feira 29 sobre a posição dos EUA em relação ao assunto, a embaixadora do país na organização, Carmem Lomellin, disse que a questão está sendo discutida há algum tempo, mas não deu uma resposta conclusiva.

Apesar de ter se negado até agora a voltar à OEA, Cuba já disse que aceitaria participar da Cúpula das Américas, caso seja convidada.

A Assembleia-Geral no Paraguai também discutirá a proposta de "visão estratégica" para a OEA, uma tentativa do secretário-geral José Miguel Insulza de definir junto com os países-membros as prioridades da entidade.

Mas o encontro vai apenas aprovar os pilares que há muito orientam a OEA: democracia, direitos humanos, desenvolvimento e segurança. O difícil trabalho de cortar atribuições ficará para depois.

"Nós temos que priorizar as atividades de acordo com os recursos disponíveis. Os mandatos vão se multiplicando e não há recursos para atender a todos", diz Breno Dias da Costa, representante interino do Brasil na OEA.

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