OEA não avança na solução da crise venezuelana

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), César Gaviria, finalizou nesta sexta-feira uma visita de três dias à Venezuela sem conseguir maiores avanços para solucionar a crise que afeta o país desde a frustrada tentativa de golpe em abril. Uma "declaração de princípos" apresentada por Gaviria para forçar governo e oposição a negociar uma agenda comum não obteve consenso das partes e ficou sujeita a uma avaliação para depois de 10 de outubro.A "declaração de princípios", que prevê o apoio ao sistema eleitoral e à Lei de Desarmamento, além da investigação dos fatos ocorridos em abril - que deixaram 19 mortos -, foi elaborada há três semanas por uma missão da OEA, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Centro Carter, que esteve no país fazendo uma avaliação da crise.O vice-presidente José Vicente Rangel expressou nesta sexta-feira a disposição do governo em firmar a declaração, embora não tenha explicado as razões que levaram o presidente Hugo Chávez a não subscrevê-la no momento. Por sua vez, o porta-voz do bloco opositor Coordenadoria Democrática, o congressista Felipe Mujica, disse que a oposição apóia o documento proposto pela missão internacional, mas afirmou, sem dar maiores detalhes, que os opositores só o assinarão após a grande marcha que realizarão em Caracas, em 10 de outubro.

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