OEA não deve suspender o Paraguai, diz Insulza

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse nesta terça-feira que é contra suspender o Paraguai e propôs o envio imediato de uma missão para supervisionar os preparativos das eleições que devem acontecer em abril. A postura da OEA contrasta com a do Mercosul, que suspendeu o país temporariamente por causa do impeachment do presidente Fernando Lugo.

AE, Agência Estado

10 de julho de 2012 | 13h26

"Não esqueçamos que existe uma situação de normalidade política, social e política que queremos preservar", afirmou Insulza durante uma sessão extraordinária do Conselho Permanente da organização. Para ele, uma suspensão "não contribuiria para alcançar nossos objetivos. Já incrementar a presença efetiva dos órgãos da OEA evitaria o crescimento das divisões na sociedade e no sistema político."

Nicarágua, Venezuela, Bolívia e Equador solicitaram a suspensão do Paraguai na sessão extraordinária realizada em 26 de junho. Os países dizem que a rapidez com que o Congresso moveu o processo de impeachment contra Lugo violou sue direito de defesa.

Insulza esteve em Assunção, capital paraguaia, acompanhado de representantes dos Estados Unidos, Canadá, Haiti e outros. Ele manteve a posição expressada antes da viagem: a destituição teve uma celeridade que debilitou o processo, mas não pode ser considerada um golpe de Estado pois o procedimento é contemplado nas leis paraguaias. As informações são da Associate Press.

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