''OEA paralela'' fica na retórica

Protagonista de discursos nada lisonjeiros dos chefes de Estado latino-americanos reunidos na Costa do Sauípe, na Bahia, os Estados Unidos foram excluídos da maior pretensão diplomática do encontro: a criação de um órgão paralelo à Organização dos Estados Americanos (OEA), com capacidade de resolver os impasses da região. Formulada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, o órgão incluiria Cuba. Embora estimulada por outros líderes da região, a proposta não aparece na declaração de Salvador, um documento com 13 páginas sobre os resultados da cúpula. Na realidade, a "OEA paralela" seria o nome fantasia, comercial, da própria Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC), que não contou com a participação dos EUA. De concreto, durante o encontro de líderes latino-americanos e do Caribe, previu-se a reunião de integrantes de segundo escalão desses governos no próximo ano para tentar dar forma e vocação à OEA paralela.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.