OEA pede à comunidade internacional que ajude o Haiti

A comunidade internacional tem umafunção fundamental para melhorar as condições de vida no Haiti,palco de violentos protestos contra a alta do preço dosalimentos, disse a Organização dos Estados Americanos (OEA)nesta segunda-feira. O relatório preparado pela Comissão Interamericana deDireitos Humanos (CIDH) da OEA não comentou diretamente osviolentos tumultos dos últimos dias que derrubaram oprimeiro-ministro Jacques Edouard Alexis, no sábado, masmanifesta apoio por mais ajuda. "A Comissão dá ênfase à importância que tem o papel dacomunidade internacional em apoiar o governo do Haiti", disse acomissão no documento. Os especialistas da CIDH reconhecem os avanços na reduçãoda violência no país, o mais pobre da América Latina, masafirmam que falta muito, por se tratar se uma nação vítima dainstabilidade política, violência e corrupção. A comissão recomenda ao governo criar um amplo plano desegurança nacional para combater o aumento do crime organizado,equipar e treinar melhor a polícia e impulsionar uma reformajudicial. Aponta ainda para a necessidade de melhorar as condiçõesdas prisões e aprovar uma legislação que proteja crianças emulheres contra a discriminação e a violência física, sexual epsicológica. "A CIDH se encontra alarmada diante das repetidasinformações sobre a existência de abusos frequentes e cada vezmais desumanos de mulheres e meninas, que continuam sendotolerados em grande medida pelas autoridades e a sociedade,devido a percepções sócio-culturais discriminatórias", afirma. O Haiti é vítima da pobreza e agitação política, comditaduras e governos militares desde que uma revolta deescravos os libertou do controle da França 200 anos atrás, eluta para instalar instituições democráticas estáveis desde ofinal do domínio da família Duvalier em 1986. O presidente René Preval, que governou também de 1996 a2001, é o único líder eleito a servir um período completo epassar com sucesso o poder a seu sucessor democrático. O primeiro-ministro Alexis disse recentemente numa visita aWashington que o governo buscará desenvolver a agricultura parafazer frente à alta dos alimentos, mas pediu o apoio dacomunidade internacional. (Reportagem de Adriana Garcia)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.