EFE/Lenin Nolly
EFE/Lenin Nolly

Maduro perde apoio de países do Caribe na OEA; órgão pede nova data para eleição presidencial

Organização aprova resolução com apoio de 19 países, incluindo Brasil, Argentina, México, Estados Unidos, Canadá e Peru, e apenas 5 votos contrários na qual reivindica também a participação da oposição e supervisão de observadores eleitorais na votação

Cláudia Trevisan, Correspondente / Washington, O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2018 | 14h42
Atualizado 23 Fevereiro 2018 | 15h56

WASHINGTON - Com apenas cinco votos contrários, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta sexta-feira, 23, resolução que pede o adiamento de eleições convocadas pelo Venezuela para abril e sua realização em data posterior com ampla participação da oposição e supervisão de observadores eleitorais. O texto também faz um apelo ao presidente Nicolás Maduro para que permita a entrada de ajuda humanitária no país.

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O resultado evidenciou a erosão do apoio a Caracas dentro da organização regional. Tradicionais aliados da Venezuela, países como Equador, El Salvador e Nicarágua decidiram se abster, sob o argumento de que não tiveram tempo para analisar o texto da proposta ou por acreditarem que a votação na cumpriu procedimentos previstos nos regulamentos da OEA. A oposição à resolução veio da própria Venezuela, da Bolívia e de nações do Caribe.

A resolução teve apoio de 19 países, entre os quais Brasil, Argentina, México, Estados Unidos, Canadá e Peru. Durante o ano passado, o governo Maduro conseguiu bloquear a ação da OEA na crise venezuelana, graças ao apoio de países do Caribe. O impasse levou à criação do Grupo de Lima, um conjunto de 14 nações que passou a pressionar a Venezuela a restabelecer instituições democráticas.

A reunião foi convocada a pedido do Brasil, com apoio do México. O embaixador brasileiro na instituição, José Luiz Machado e Costa, defendeu a necessidade de a crise na Venezuela ser tratada no âmbito da OEA. 

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"A grave crise política, social, econômica e humanitária na Venezuela torna eloquente o silêncio, neste momento, da única organização regional que congrega todos os Estados membros de nosso hemisfério", declarou em sua intervenção no encontro desta sexta-feira.

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