OEA pede corredor entre República Dominicana e Haiti

O presidente do Haiti René Préval, agradeceu nesta segunda-feira a comunidade internacional pela rápida mobilização para ajudar o seu país, devastado pelo terremoto de 12 de janeiro, e pediu que o mundo não se esqueça dos projetos que existiam antes do sismo, para o desenvolvimento da nação mais pobre do hemisfério norte. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, propôs a abertura de um corredor de ajuda internacional que vá da província dominicana de Barahona a Porto Príncipe. Barahona está a 175 quilômetros da capital haitiana e conta com um aeroporto internacional e um porto marítimo industrial.

AE-AP, Agencia Estado

18 de janeiro de 2010 | 17h43

Préval está na capital dominicana participando de uma cúpula convocada por seu colega da República Dominicana, Leonel Fernández, chamada "Unidos por futuro melhor para o Haiti".

"Agradeço a todos que se mobilizam dentro do Haiti. Agradeço a todos que foram ao Haiti e espero que esta conferência tenha continuidade a partir daqui", disse Préval. Participam do encontro representantes de 30 países, entre eles Espanha, Brasil, Canadá e Chile.

"Estamos num período crucial e o importante é que sejamos capazes de deixar qualquer iniciativa paralela e coordenar todos através de um comitê internacional", afirmou Insulza.

Préval assinalou que a reconstrução do Haiti não acontecerá "a partir do exterior. Precisamos de estabilidade política, de estabilidade econômica e temos que reforçar as instituições democráticas. Isso é uma condição ''sine qua non'' da estabilidade".

Tudo o que sabemos sobre:
HaititerremotoOEAajuda

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.