OEA pede vontade política para resolver crise na Venezuela

O secretário-geral da Organização dos Estados Americaos (OEA), César Gavíria, pediu à oposição e governo da Venezuela para "refletirem" sobre a necessidade de "colocar mais vontade política" na mesa das negociações para solucionar a crise que assola o país. As negociações entre ambas as partes para encontrar uma "saída eleitoral" para a crise começaram em 01 de novembro sob a mediação do líder da OEA (Organização dos Estados Americanos), único porta-voz oficial, e que também representa o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e Centro Carter. Gavíria disse que a sessão de sexta-feira foi "mais tranquila", apesar de ter se falado em questões eleitorais e aspectos que não haviam sido debatidos. O diplomata estimou que "a próxima semana será importante" ao anunciar nova reunião para segunda-feira. A sessão de quinta-feira foi perturbada pelo anúncio da oposição, agrupada na Coordenadora Democrática, de que começará em 02 de dezembro uma greve geral indefinida com o objetivo de derrubar o presidente venezuelano, Hugo Chávez. "A via da greve e a atitude dos militares desobedientes é um precedente de golpe de Estado. Pedimos sensatez à oposição, porque não é admissível numa democracia pretender-se derrubar um chefe de Estado pela força e não pelos votos", disse o governador do estado de Tachira, Ronaldo Blanco, porta-voz do governo nas negociações. Por sua vez, o porta-voz da Coordenadora, o deputado Alejandro Armas, denunciou que o governo tem tentado "obstruir o progresso das negociações" e rejeitou que a greve seja um impedimento para avançar no diálogo". "Quantos mais conflitos existirem nas ruas mais necessária é a mesa do diálogo", considerou.Na tentativa de ajudar a facilitar as negociaçòes entre governo e oposiçào, três legisladores dos EUA se somarão em dezembro ao grupo mediado pela OEA. A informação foi dada neste sábado pelo jornal El Universal de Caracas. Segundo o diário, os representantes Cass Ballenger, republicano, e Willilam Delahunt e Gregory Meeks, democratas,chegarão à capital venezuelana no início do próximo mês.

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