OEA pressiona por reconciliação

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu ontem ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e ao governo de facto que aceitem a reconciliação e respondam "positivamente" à nova proposta do presidente costa-riquenho, Oscar Arias. O mediador da crise propôs a formação de um governo de união e a volta de Zelaya.Insulza advertiu que a OEA - da qual Honduras foi suspensa - não reconhecerá o governo que surgir das eleições previstas para novembro se a presidência não for restituída a Zelaya.O chanceler brasileiro, Celso Amorim, defendeu ontem que a OEA, os EUA e países da União Europeia sejam mais rigorosos com o governo de facto para facilitar a volta do presidente deposto ao poder. Segundo Amorim, o governo brasileiro não tem mais meios para pressionar os golpistas. "O Brasil fez o que poderia para interromper nossa cooperação com Honduras. O Brasil não é o país que tem em suas mãos a capacidade de fazer mais pressão."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.