Oeste da Venezuela tem terceiro ataque à mídia em uma semana

Homens armados atiraram contra sede do jornal Versión Final no final da noite de domingo; ninguém se feriu

CARACAS, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2012 | 06h38

O jornal venezuelano Versión Final denunciou ontem um ataque a tiros em sua sede em Maracaibo, no Estado de Zulia. É o terceiro ataque contra um meio de comunicação na região em uma semana.

Ninguém ficou ferido no ataque, que ocorreu por volta da meia-noite de domingo. Segundo uma fonte do jornal, que pediu para não ser identificada, os jornalistas deixavam o plantão de fim de semana na redação quando ouviram tiros.

"Duas balas atingiram a guarita", disse a fonte. "Como os vidros são à prova de bala, o vigia não se feriu." Outros dois tiros atingiram um portão e o restante, a fachada do prédio.

Ainda de acordo com a fonte, os tiros saíram de uma pistola 9 milímetros. Um grupo de homens armados teria passado atirando de um carro.

Em comunicado, o diretor do Versión Final, Alexander Montilla, disse que espera a investigação policial para pronunciar-se oficialmente. "Nenhum funcionário ficou ferido graças à ação da nossa equipe de segurança, que mantém protocolos de prevenção rigorosos", disse. "O incidente também não afetou a circulação do jornal."

Precedentes. Na semana passada, o jornal privado Qué Pasa e a rede de TV Catatumbo foram alvos de ataques semelhantes, que também não deixaram feridos. "É difícil saber a quem irritamos para sofrermos uma intimidação dessas", disse o diretor de redação do Qué Pasa, Juan Luís Urribarrí.

De acordo com o Instituto Prensa y Sociedad (Ipys), que monitora a liberdade de imprensa na Venezuela, houve 64 alertas contra meios de comunicação e jornalistas no país este ano. Deles, 60 foram contra meios críticos ao presidente Hugo Chávez. / EFE

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