'Ofensiva' chavista amplia incerteza

Mesmo para os padrões voláteis da Venezuela, o país passa por dias difíceis. Em meio à insegurança provocada por desabastecimento de itens básicos, como farinha e óleo de cozinha, o presidente, Nicolás Maduro, adotou soluções radicais e, algumas delas, autodestrutivas. Recentemente, ele ordenou que militares ocupassem lojas para reduzir preços de eletrodomésticos. As medidas populistas parecem ajudar o partido de Maduro a prosperar nas eleições municipais de dezembro, mas podem canibalizar uma economia já danificada. Analistas questionam se a revolução socialista, iniciada pelo ex-presidente Hugo Chávez, chegou a um ponto sem retorno, no qual o investimento privado desaparecerá e Maduro não terá alternativa a não ser abraçar totalmente o modelo estatista. A questão é por quanto tempo ele continuará colhendo dividendos políticos das medidas e do resultado eleitoral.

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