Ofensiva contra centro cultural britânico em Cabul deixa 10 mortos

Taleban assume a autoria de atentado e reivindica responsabilidade pela onda de violência em outras partes do país

AP, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2011 | 00h00

Cinco homens armados invadiram ontem a sede do British Council (braço cultural da embaixada britânica) em Cabul e mataram dez pessoas. Zabiullah Mujahid, porta-voz do Taleban, reivindicou a autoria do ataque, que ocorreu no aniversário da independência do Afeganistão em relação à Grã-Bretanha, em 1919.

Segundo a polícia, todos os cinco extremistas morreram e nenhum cidadão britânico está entre as vítimas - entre os mortos estão um servidor municipal e oito policiais afegãos e um soldado da Nova Zelândia. O governo da Grã-Bretanha não quis informar quantas pessoas estavam dentro do prédio no momento do ataque.

O premiê David Cameron condenou o que chamou de "ataque covarde" e disse que telefonou para o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, para agradecer o papel do país na defesa da sede do British Council.

De acordo com a polícia afegã, a ação começou quando um suicida detonou um carro carregado de explosivos na parte de fora do British Council. Em seguida, outro extremista se explodiu dentro do prédio. Um reforço policial foi enviado ao local para combater os outros três homens, que resistiam com fuzis e lançadores de granada. O tiroteio durou cerca de cinco horas, até que todos fossem executados.

O porta-voz do Taleban confirmou que o ataque foi planejado para coincidir com a data da independência afegã. "Hoje (sexta-feira) é o aniversário da nossa independência, obtida há 92 anos", afirmou. "O ataque é para lembrar esse dia. Os britânicos invadiram outra vez nosso país."

Violência. Os 22 ocupantes de um micro-ônibus morreram ontem na explosão de uma bomba de fabricação caseira na passagem do veículo pela província afegã de Herat, no oeste afegão - entre as vítimas há mulheres e crianças. A explosão de outra bomba, na mesma região, matou o motorista de um caminhão e deixou sete feridos.

Em um terceiro ataque, dois guardas afegãos também morreram em um atentado com carro-bomba contra uma base militar sob comando americano em Gardez, capital da Província de Paktia, no leste do país, próxima das zonas tribais do Paquistão e um dos redutos da rede Haqqani, uma das principais forças insurgentes ligadas à Al-Qaeda.

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