Ofensiva da Otan em Marjah pode levar semanas

O general Larry Nicholson, líder dos fuzileiros navais dos Estados Unidos no Afeganistão, afirmou que pode levar semanas para que a ofensiva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tome o forte do grupo fundamentalista Taleban na cidade de Marjah, no Sul do país. Na madrugada do sábado (horário afegão), o exército dos EUA lançou uma ofensiva, em conjunto com forças locais contra o Taleban. "Isso não significa necessariamente uma intensa batalha armada, mas provavelmente serão 30 dias de esclarecimento", disse Nicholson. "Estou mais do que cautelosamente otimista de que conseguiremos em menos tempo."

AE, Agencia Estado

14 de fevereiro de 2010 | 11h17

Este domingo é o segundo dia da maior ofensiva da Otan desde 2001, quando os Estados Unidos lideraram uma invasão ao Afeganistão, também marcada por buscas nas casas locais. Utilizando detectores de metais e cães farejadores, as forças norte-americanas encontram milhares de explosivos, bombas e minas caseiras. Também descobriram posições de atiradores recentemente abandonadas e bombardeadas com granadas.

A Otan disse que pretende proteger Marjah e estabelecer um governo local, no primeiro teste da nova estratégia dos Estados Unidos para mudar o rumo da guerra, que já dura oito anos.

Pelo menos duas reuniões foram realizadas com residentes do Afeganistão, uma no distrito do Norte de Nad Ali, e outra na própria Marjah, segundo pronunciamento da Otan. As discussões têm sido "boas" e mais encontros estão planejados para os próximos dias, como parte de uma estratégia maior para garantir o suporte das comunidades à missão, diz o texto da Otan.

Autoridades afegãs informaram que pelo menos 27 insurgentes foram mortos nas operações. Dois soldados da Otan morreram no primeiro dia - um norte-americano e um britânico -, de acordo com autoridades de seus países. Ao menos sete civis foram feridos, mas ainda não há registros de mortes, conforme afirmou o porta-voz da província de Helmand, Daoud Ahmadi. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
AfeganistãoOtanviolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.