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Ofensiva de Israel deixa 61 mortos na Faixa de Gaza

Presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, diz que ataques são ?mais do que um holocausto?

Ap e Reuters, O Estadao de S.Paulo

01 de março de 2008 | 00h00

Ataques israelenses contra a Faixa de Gaza deixaram ontem 61 mortos e cerca de 200 feridos, no dia mais mortífero no território desde o início da segunda intifada palestina, em setembro de 2000. O segundo dia mais violento foi 8 de março de 2002, com 38 mortos. Líderes do moderado partido laico Fatah caracterizaram a ofensiva de "holocausto" e "genocídio", ameaçando suspender as negociações de paz iniciadas este ano com o apoio dos EUA. Do total de mortos na operação - que contou com ataques aéreos e terrestres -, 29 eram civis, incluindo cinco crianças. Dois soldados israelenses também morreram nos confrontos.A incursão ocorreu em meio a ameaças do governo de Israel de lançar uma ampla invasão do território, do qual se retirou em agosto de 2005, para impedir o disparo diário de foguetes palestinos contra as cidades israelenses de Sderot e Ashkelon. Segundo autoridades do país, Israel foi alvo ontem de 48 foguetes, incluindo 3 de fabricação soviética - mais poderosos e precisos que os Qassam, produzidos pelos próprios palestinos.As ações de ontem elevaram para mais de 90 o número de mortos desde quarta-feira, quando Israel intensificou os ataques aéreos e terrestres contra o território, que desde junho é controlado pelo grupo islâmico Hamas.O presidente palestino, Mahmud Abbas, qualificou a operação israelense de "inacreditável", afirmando que o que ocorreu "é mais do que um holocausto", em referência a comentários feitos na sexta-feira por Matan Vilnai, vice-ministro israelense da Defesa.Usando o termo "shoah", que geralmente é empregado para descrever o genocídio de judeus pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial, Vilnai havia advertido os palestinos de que a Faixa de Gaza poderia enfrentar um holocausto se os ataques com foguetes não cessassem."Dizemos ao mundo: olhem o que está ocorrendo e julguem quem está fazendo um terrorismo internacional", disse Abbas. A pedido dele, o Conselho de Segurança da ONU fez ontem à noite uma reunião de emergência para tratar do tema.O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, lamentou a morte dos civis, mas responsabilizou o Hamas pela violência. Ele também prometeu manter a ofensiva militar para proteger Israel. Na madrugada de hoje, um ataque aéreo destruiu um prédio de escritórios usado pelo ex-primeiro-ministro Ismail Haniyeh, líder do Hamas. Segundo testemunhas, fragmentos de vidros do prédio deixaram cinco feridos.Moradores relataram que o confronto começou quando soldados israelenses entraram em Gaza para combater atiradores palestinos. Eles contaram que uma mãe preparava o café da manhã dos filhos quando foi atingida por disparos. Uma menina e seu irmão também foram mortos, quando um míssil caiu sobre um grupo de palestinos.Da Síria, o líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal, disse que os israelenses "não serão enfrentados por dezenas de combatentes, mas por 1,5 milhão".

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