Ofensiva do Exército sírio perto da fronteira com a Turquia deixa 5 mortos

Entre os mortos haveria uma criança, segundo porta-voz de grupo opositor ao governo de Assad

Efe

10 de agosto de 2011 | 10h16

CAIRO - Pelo menos 5 pessoas morreram nesta quarta-feira, 10, em uma nova ofensiva lançada pelo Exército sírio contra duas localidades na província de Idlib, perto da fronteira com a Turquia, informou um ativista dos Comitês de Coordenação Local.

 

 

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O porta-voz do grupo opositor Omar Edelbe explicou à Agência Efe que as mortes foram registradas no povoado de Binish, a 30 quilômetros da fronteira com a Turquia, e na localidade vizinha de Sermin.

 

Entre os mortos há crianças, afirmou Edelbe, que acrescentou que o Exército também prendeu várias pessoas. Segundo o porta-voz, os soldados ainda se encontram nas duas localidades.

 

Já a ONG opositora Direitos Sírios informou pelo Facebook que pelo menos cinco pessoas foram presas nesta quarta-feira pelo Exército, que também entrou no povoado de Taftanaz, em Idleb.

 

Na cidade de Deir ez Zor (nordeste), os carros de combate do Exército cercaram o bairro de Al Matar antes de o tomarem, e foram escutadas fortes explosões, acrescentou o porta-voz dos Comitês.

 

Os militares lançaram nesta cidade e em várias áreas da província de Rif Damasco, a oeste da capital, uma campanha de detenções de ativistas, mas até o momento não foi possível confirmar o número de presos.

 

Em Horan, ao sul de Damasco, pelo menos seis pessoas foram detidas nesta quarta-feira, segundo a rede opositora Sham.

 

A nova campanha de detenções coincidiu com a chegada a Hama nesta quarta-feira do embaixador turco na Síria, que irá visitar a cidade que foi alvo de inúmeros ataques do Exército sírio nos últimos dias, afirmou Edelbe.

 

Desde o início da revolta popular, em março, morreram pelo menos 1.727 civis e 406 agentes das forças de segurança nos conflitos. Os números não incluem as vítimas registradas em Hama desde o último dia 3 devido ao corte das comunicações com esta província, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

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