Ofensiva dos EUA deixa 32 mortos em Bagdá

Ataque em bairro xiita teve como alvo célula que supostamente servia de ligação entre Guarda Revolucionária do Irã e grupos terroristas no Iraque

The New York Times, AP e Efe, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2009 | 00h00

Uma ofensiva promovida ontem pelo Exército americano deixou pelo menos 32 mortos no principal bairro xiita de Bagdá, Cidade Sadr - reduto do clérigo xiita Muqtada al-Sadr. A ação militar, na qual 12 supostos rebeldes foram presos, teve como alvo uma rede que contrabandeava armas do Irã para militantes dentro do Iraque realizarem ataques contra as tropas americanas.Segundo o tenente-coronel Christopher Garver, um porta-voz do Exército dos EUA, todos os mortos eram insurgentes que estavam se aproximando das tropas de coalizão prontos para atacar soldados americanos. Garver afirmou que relatórios do serviço de inteligência dos EUA indicavam que o grupo atacado servia de ligação entre a Guarda Revolucionária do Irã e as redes terroristas no Iraque. No entanto, o hospital de Cidade Sadr e a polícia iraquiana contestaram a versão oficial americana, dizendo que o ataque também feriu e matou civis - entre eles, uma criança.A ofensiva americana aconteceu no mesmo dia em que foram implementadas restrições no trânsito de Bagdá por causa de uma peregrinação a uma importante mesquita xiita que acontece até sábado. Até ontem, cerca de 1,5 mil peregrinos vindos de todo país já haviam passado por postos de controle na capital iraquiana.VISITA AO IRÃO primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, deu início ontem a uma visita de três dias ao Irã em busca de maior apoio político e econômico em seus esforços para restabelecer a segurança de seu país e resolver a crise que atingiu seu governo - desde o começo do ano, 17 ministros renunciaram ou suspenderam a participação no gabinete de Maliki.O premiê iraquiano foi recebido pelo vice-presidente do Irã, Pervez Daudi, e tinha reuniões marcadas com o presidente Mahmud Ahmadinejad.De acordo com fontes oficiais, Irã e Iraque vão analisar formas de implementar acordos bilaterais assinados no ano passado que previam o apoio iraniano às obras de reconstrução do Iraque.A visita de Maliki a Teerã coincidiu com a primeira reunião da Comissão de Segurança para Coordenação e Cooperação no Iraque, realizada na Síria. O encontro reuniu representantes de países vizinhos do Iraque para discutir como as nações podem ajudar o governo iraquiano a reduzir a violência no país.

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