Ofensiva dos EUA mata 60 membros da Al-Qaeda no Iraque

Exército prende 134; partido xiita define operação em Baquba como ´massacre´

Agencia Estado

02 Julho 2007 | 19h16

Pelo menos 60 membros da Al-Qaeda morreram e outros 134 relacionados a essa organização foram detidos desde o início da ofensiva militar conjunta com soldados americanos e iraquianos na semana passada na província de Diyala, informou nesta segunda-feira, 2, o comando militar dos Estados Unidos. No entanto, o Partido Islâmico do Iraque - a principal força política sunita no país - afirmou no domingo que o número de mortos já supera os 350 na campanha, que tem a participação de 10 mil soldados dos Exércitos dos EUA e do Iraque. Na ofensiva, as tropas estão utilizando veículos blindados, aviões de combate e helicópteros. As operações se concentraram em Baquba, capital de Diyala de maioria sunita, situada 65 quilômetros ao nordeste de Bagdá, e em seus arredores. Segundo a fonte, foram demolidas 24 casas, localizadas 45 esconderijos com armas e desativadas até 96 cargas explosivas. Neste domingo, o Partido Islâmico do Iraque, membro-chave do governo xiita do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, acusou o Exército dos EUA de realizar um "massacre" em Baquba, e disse que as ruas da cidade estavam cheias de cadáveres de civis por causa da ofensiva americana. O partido exigiu que o governo iraquiano e o Exército dos EUA "parem o massacre e diferenciem entre civis e grupos armados".

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