Ofensiva em favela de Bagdá deixa 49 mortos

O Exército dos EUA informou que 49 iraquianos foram mortos ontem em Bagdá. Segundo os militares americanos, as mortes ocorreram num confronto durante uma operação para desmontar uma célula de terroristas que teria recebido armas do Irã. O grupo era suspeito de seqüestrar membros das forças de coalização e outros estrangeiros. A ofensiva foi a maior contra os insurgentes desde o início do ano.Os ataques ocorreram na favela xiita de Cidade Sadr, área de influência do clérigo Muqtada al-Sadr. Segundo testemunhas, a ofensiva contou com auxílio de helicópteros e o uso de armamento pesado. Cidade Sadr tem cerca de 2 milhões de habitantes e é um dos maiores distritos de Bagdá.Entre os mortos, segundo a polícia iraquiana, não havia só insurgentes, mas também 15 civis - incluindo 2 crianças de colo. Pelo menos 69 pessoas ficaram feridas.Nos últimos meses, vários seqüestros foram realizados pelo grupo rebelde, segundo o Exército dos EUA. Há um ano, um intérprete americano foi seqüestrado. Em maio, foi a vez de três militares americanos e cinco britânicos. Não há informações sobre quantas pessoas foram presas na operação. Um porta-voz americano declarou que a célula estabelecida em Cidade Sadr recebe armas e treinamento dos iranianos. Os soldados da força de coalizão teriam sido recebido com tiros quando se aproximaram da favela, respondendo com mais tiros e granadas.Dois sacerdotes da Igreja Católica Ortodoxa Síria, que tinham sido seqüestrados no dia 13, foram libertados ontem em Mossul, 370 quilômetros ao norte de Bagdá. O bispo de Mossul disse que eles estão bem e não confirmou se um resgate foi pago. Os seqüestradores exigiam US$ 1 milhão.

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