Ofensiva em Gaza durará o quanto for preciso, diz Olmert

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que a atual operação militar em Gaza acabará quando forem cumpridos os objetivos fixados por Israel, e que não tem intenção de anunciar o final da ofensiva. "Israel não tem a intenção de anunciar quando vai terminar", disse Olmert, durante a reunião que mantém semanalmente com o gabinete de ministros. O chefe do governo israelense declarou que a maioria dos palestinos mortos era de homens armados que "estavam preparados para cometer atos terroristas", informou a rádio pública israelense. Olmert também disse que a população palestina civil continua sendo usada pelas milícias como escudo humano, e que a operação militar, que completa hoje seu quinto dia, está destinada exclusivamente a reduzir os ataques de foguetes Qassam contra Israel e frear o terrorismo. Ainda segundo o premier, o Exército israelense não deve permanecer em Gaza por tempo indeterminado. "Certamente, vamos tirar as forças de Gaza. Não temos intenção de ficarmos ou de conquistá-la, mas de acabar com o terrorismo", assegurou. Olmert acrescentou que as tropas israelenses foram instruídas para atuar com o máximo cuidado para impedir o maior número de baixas civis possível. Mais mortos A morte de um miliciano do Hamas na localidade de Beit Hanun eleva a 45 o número de palestinos mortos na Faixa de Gaza pelo Exército israelense desde que começou, na quarta-feira, a operação na região. Segundo fontes de segurança palestinas, o miliciano era membro das Brigadas de Ezzedine al-Qassam, braço armado do Hamas, e morreu durante um confronto armado. Desde o início da operação, o Exército israelense informou que aproximadamente 40 milicianos morreram, embora fontes palestinas falem de um número maior de civis desarmados mortos, entre eles uma adolescente de 15 anos, vítima de atiradores de elite israelenses. Os moradores de Beit Hanun enfrentam uma severa crise humanitária, segundo informações locais. Escavadeiras, tanques e veículos blindados israelenses destruíram parte da infra-estrutura de eletricidade, água e esgoto.

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