Ofensiva israelense mata cinco palestinos na Faixa de Gaza

Cinco palestinos morreram a tiros durante a ofensiva do Exército israelense no norte da Faixa de Gaza nesta terça-feira, apesar da retirada de suas tropas da localidade de Beit Hanoun, informaram fontes sanitárias da cidade. Três palestinos, entre eles uma mulher, morreram devido ao impacto de um foguete disparado por um carro de combate israelense contra uma casa a oeste do campo de refugiados de Jabalya, no norte da Faixa de Gaza. O foguete, que atingiu a casa de Yamila Ash-Shanti, deputada do Hamas, matou Mahmoud Abu Habal, Abdelmayed al-Garbaui e Nahla Ash-Shanti - cunhada da legisladora -, que estavam próximos ao edifício. A deputada não estava em casa no momento do ataque, e além dos mortos, o irmão da deputada e marido de Nahla Ash-Shanti ficou gravemente ferido. Testemunhas afirmam que, com exceção de Nahla Ash-Shanti, os outros dois palestinos mortos são milicianos do Hamas. Outros dois palestinos do braço armado da Jihad Islâmica morreram perto da Universidade Americana, no oeste da localidade de Beit Lahia, região norte da Faixa de Gaza. Fontes do hospital Shifa, da Cidade de Gaza, informaram que receberam os corpos de quatro milicianos e de uma mulher. Segundo a agência de notícias palestina Wafa, soldados posicionados ao longo da fronteira norte da Faixa de Gaza, perto da localidade de Beit Lahia, atiraram com metralhadoras contra dois palestinos cujas identidades, por enquanto, não foram divulgadas. Ofensiva Desde o dia 1º de novembro, data de início da ofensiva israelense contra o norte da Faixa de Gaza, 62 pessoas já morreram. Mais de 205 palestinos já ficaram feridos durante a ofensiva, muitas delas em estado grave. Os ataques ocorreram apesar do anúncio realizado nesta terça-feira de que a operação militar israelense no norte da Faixa de Gaza tinha terminado. Em comunicado, o Exército israelense afirmou que as forças israelenses "completaram suas operações contra a infra-estrutura terrorista e de lançamento de foguetes em Beit Hanoun". O Exército israelense afirmou que matou dezenas de palestinos armados e descobriu grande quantidade de armamento, inclusive lança-foguetes, mísseis, granadas, explosivos caseiros, fuzis Kalashnikov, munição e equipamentos de vigilância. Além disso, dezenas de palestinos que estariam envolvidos em ataques foram detidos e transferidos para centros de detenção dentro de Israel. Nesta terça-feira, um anúncio feito pela rádio pública de Israel indicava que cerca de 2 mil pessoas tinham sido interrogadas durante o período da ofensiva. Durante o primeiro dia da invasão, milicianos palestinos mataram um soldado israelense e, na segunda-feira, uma suicida palestina detonou os explosivos que estavam presos ao seu corpo deixando um soldado ferido. Fontes de segurança palestinas disseram que as tropas israelenses saíram ao longo da noite da localidade de Beit Hanoun, mas que seus carros blindados permanecem no nordeste e no noroeste da Faixa de Gaza. A invasão israelense de Beit Hanoun, com mais de 20 mil habitantes, foi a ofensiva militar israelense mais dura contra essa localidade desde que começou a "Intifada de Al-Aqsa", no final de 2000. O Exército israelense retornou ao norte da Faixa de Gaza após a captura do soldado israelense Gilad Shalit em 25 de junho de 2006. Segundo as fontes militares, o objetivo da ofensiva é acabar com o lançamento de foguetes Qassam contra Israel.

Agencia Estado,

07 Novembro 2006 | 12h13

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