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Ofensiva israelense teve sucesso parcial

Segundo general, ataques não acabaram com depósitos e fábricas do Hamas

Roberto Godoy, O Estadao de S.Paulo

28 de janeiro de 2009 | 00h00

No dia 27, a aviação de Israel iniciou o ataque aéreo contra posições do Hamas na Faixa de Gaza. Apenas quatro minutos mais tarde os caças F-16/60 empregados na operação já haviam destruído 26% dos túneis usados pelos militantes para trazer do Egito armas, pessoal e suprimentos. No fim da ofensiva "Chumbo Grosso", 22 dias depois, a Força Aérea israelense contabilizava 4.500 saídas de combate - cerca de 8,5 por hora (dia e noite) - e marcava 92% de aproveitamento efetivo.Todavia, reconhecem os comandantes, a principal meta não foi atingida: as fábricas e os depósitos dos foguetes Kassam e Graad, do Hamas, foram danificados, mas permanecem ativos. Segundo o general da reserva Eitan Eniahu, "o planejamento foi muito bem feito, e tudo funcionou como era esperado - mas não foi suficiente".No dia 8 foi atingida a marca de mil ataques aéreos, utilizando caças F-16, F-15, mais helicópteros Cobra e Apache. Embora Israel contasse com bombas inteligentes leves, o Estado-Maior logo optou pelas superpesadas Mk-84, de 907 quilos, guiadas por laser e mais eficientes, para destruir prédios que abrigavam os acessos das passagens subterrâneas.De acordo com Eitan, foram usados pela primeira vez no teatro de operações de Gaza novas aeronaves, não tripuladas, tipo Hermes-450, produzidas na Elbit Systems, e Heron, da IAI. As duas versões, de alta resolução, foram mantidas no ar em tempo integral. O Hamas sustenta que teriam sido utilizadas como plataforma para o lançamento de mísseis Hellfire, contra construções reforçadas.Todas as forças trocavam informações por meio de um data link projetado para o denso teatro de operações das ruas estreitas e vielas cujo desenho muda frequentemente. Isso permitiu que as equipes de comandos especiais, seguidas da infantaria, recebessem cobertura de fogo aéreo imediato. Na média, isso ocorreu 30 vezes por dia em Gaza e em Khan Yunes, registra o levantamento do centro de análise do general Eniahu.O mapeamento da inteligência, combinando dados de satélite e dos agentes de campo infiltrados entre os palestinos, indicou a localização dos alvos estratégicos. Mas deixou de fora cerca de 60 focos de disparo de morteiros, armas de 60, 81 e 120 milímetros. As granadas, de elevada capacidade de destruição, atrasaram por 48 horas o avanço das colunas dos blindados de Israel. NÚMEROS26% dos túneis utilizados por militantes do Hamas foram destruídos quatro minutos depois do início da ofensiva92% de aproveitamentofoi o índice registrado no fim da ofensiva de Israel4,5 mil saídas de combates foram feitas durante os 22 dias de guerra

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