Ofensiva militar em Gaza recebe forte apoio em Israel

A operação do Exército israelense desencadeada na Faixa de Gaza para resgatar o soldado seqüestrado Guilad Shalit conta com um grande apoio em Israel. No entanto, algumas vozes pedem que ação seja limitada no tempo e no alcance."Esperamos que a missão em Gaza seja por tempo limitado e com o único objetivo de resolver a crise do soldado seqüestrado", disse Yariv Oppenheimer, secretário-geral do movimento Paz Agora.O pai do soldado seqüestrado, Noam Shalit, fez uma ressalva. "Espero que não façam tolices nem cometam erros", disse, aparentemente temendo que ações muito agressivas ponham em risco a vida de seu filho.A maioria dos políticos apoiou a decisão do primeiro-ministro, Ehud Olmert. "Espero que as ameaças e dúvidas tenham terminado, com o início de uma atividade militar efetiva que devolva a Israel sua capacidade de dissuasão", comentou Efi Eitam, líder do partido ultranacionalista União Nacional."Apoiaremos o primeiro-ministro nas operações militares, para mostrar às organizações terroristas que quem ataca soldados e civis israelenses acaba pagando o preço", acrescentou.Para o ex-ministro Dani Nave, agora deputado do Likud, "a capacidade de dissuasão de Israel tinha se desgastado nos últimos meses pela ausência de respostas aos sucessivos ataques das milícias palestinas com foguetes".As únicas críticas são dos deputados árabes no Parlamento israelense, como Ahmed Tibi, da Lista Árabe Unida. Ele disse que Israel continua aplicando o princípio de que "se não for possível com a força, será possível com uma força ainda maior"."Israel não só afunda mas leva consigo Gaza e sua população, além de pôr em risco a vida do soldado seqüestrado", acrescentou.As milícias palestinas também mantêm em cativeiro um civil do assentamento de Itamar, próximo à cidade cisjordaniana de Nablus. Eliyahu Pinjás Asheri, de 18 anos, desapareceu no domingo quando pedia carona na saída de Jerusalém.EUA vão cooperar com IsraelO procurador-geral de Justiça dos Estados Unidos, Alberto González, disse nesta quarta-feira à ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, que seu país vai cooperar com Israel na operação de resgate do soldado seqüestrado. O governo de Washington, acrescentou González, condena os ataques palestinos e espera que o incidente termine em breve com a volta deShalit para casa, informaram funcionários do ministério. Livni explicou ao procurador de Justiça americano que Israel lançou a operação Chuvas de Verão "não por ódio nem para punir o povo palestino, mas para libertar o soldado", capturado por comandosda resistência palestina.

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