Ofensiva terrestre de Israel em Gaza deixa 27 palestinos mortos

Um soldado israelense morreu e outros dois ficaram feridos em combates; Netanyahu diz que operação será intensificada

O Estado de S. Paulo

18 Julho 2014 | 10h45

JERUSALÉM - A ofensiva israelense por terra em Gaza iniciada na quinta-feira deixou pelo menos 27 palestinos mortos, entre eles um bebê e duas crianças, informaram nesta sexta-feira, 18, autoridades do setor de saúde palestino. Segundo militares israelenses, 17 palestinos eram militantes e estavam armados.

Israel anunciou que um soldado foi morto, sua primeira baixa desde o início da incursão terrestre, e outros dois ficaram feridos, um gravemente. Segundo um porta-voz militar, o soldado, de 20 anos, morreu na noite de quinta em um combate na cidade de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza, em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Uma criança palestina morreu em bombardeios sobre a cidade de Rafah, próxima da fronteira com o Egito. Com as mortes, sobe para 261 o número de palestinos mortos nos ataques israelenses desde o início da operação Limite Protetor. Mais de 2 mil pessoas ficaram feridas e um israelense morreu após o lançamento de mísseis das milícias palestinas.

Durante as primeiras horas da ofensiva terrestre, as forças israelenses atacaram 150 alvos, tingindo 21 lançadores de foguetes e quatro túneis, informou o Exército, definindo as ações como "bem-sucedidas".

O país está se preparando para intensificar a ofensiva na Faixa de Gaza, disse o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, nesta sexta. "Minhas instruções... são para se preparar para a possibilidade de ampliar significativamente a operação terrestre, e os militares estão se preparando adequadamente."

De acordo com militares, o objetivo da ofensiva terrestre é destruir a capacidade armada dos grupos em Gaza e, em particular, os túneis e a estrutura bélica do Hamas, além de impedir o lançamento de foguetes.

Durante esta manhã, as milícias continuaram a disparar foguetes contra o sul e o centro de Israel, enquanto o Exército israelense prosseguiu com os bombardeios sobre a Faixa. /EFE e REUTERS

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