Oficial afegão denuncia morte de 14 civis em bombardeio da Otan

Bombardeio ocorreu no distrito de Naw Zad, depois que um grupo de insurgentes atacou soldados da missão da Otan

Efe,

29 de maio de 2011 | 06h53

CABUL - Pelo menos 14 crianças e mulheres afegãos morreram e seis ficaram feridas em um bombardeio das forças da Otan registrado no sábado, 28, na província sulina afegã de Helmand, denunciou uma fonte oficial.

 

"Os mortos são cinco meninas, sete meninos e duas mulheres, e entre os seis feridos há três garotos e uma mulher", afirmou o escritório do governador de Helmand em comunicado.

 

O bombardeio ocorreu no distrito de Naw Zad, depois que um grupo de insurgentes atacou soldados da missão da Otan, da Força Internacional de Assistência à Segurança, disse o porta-voz do governador provincial, Dawoud Ahmadi.

 

Os aviões da Isaf, explicou o escritório, bombardearam duas casas no transcurso de uma operação contra o grupo de insurgentes, que estava atacando a base de Salam Bazar, o que tinha levado os soldados internacionais a pedir a apoio aéreo.

De acordo com a Isaf, o comando militar do sudoeste afegão ordenou o envio de uma equipe de investigação para a região, após "conhecer informações" sobre a "suposta morte de civis" por causa do bombardeio.

 

Na quinta-feira passada, a Isaf já tinha realizado outro bombardeio que matou dúzias de insurgentes na conflituosa província oriental do Nuristão, embora as autoridades locais tenham denunciado as mortes de 20 civis e 22 policiais.

 

As mortes de civis são um dos pontos de atrito frequentes entre o governo afegão e as tropas internacionais desdobradas no país, no total cerca de 150 mil soldados.

 

As organizações de direitos humanos atribuem aos talibãs a maioria das mortes de civis, mas as autoridades afegãs, com

o presidente Hamid Karzai à frente, qualificaram ao mesmo tempo de "inaceitáveis" as vítimas civis em bombardeios da Isaf

 

Este sábado, Karzai, de viagem oficial no Turcomenistão, anunciou em uma nota que pediu a seu Ministério da Defesa que ponha fim às operações "não coordenadas" da Isaf no Afeganistão e que assuma o controle das ações noturnas.

Segundo dados da missão das Nações Unidas no Afeganistão (Unama), 2.777 civis morreram no ano passado por causa da violência, o que representa um aumento de 15% frene a 2009.

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