REUTERS/Steve Dipaola
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Ohio rejeita legalização da maconha para uso recreativo

Cerca de 65% dos eleitores se mostraram contrários à liberação; defensores da medida acreditam que ela criaria um oligopólio no qual poucos poderiam produzir cannabis

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2015 | 09h35

WASHINGTON - Após vários anos de vitórias que abriram as portas à legalização da maconha para uso recreativo em quatro estados dos EUA, os defensores do uso da erva receberam na terça-feira um contundente revés em Ohio, onde os eleitores rejeitaram uma proposta para normalizar seu consumo.

Cerca de 65% dos eleitores se mostraram contrários à legalização da maconha recreativa em um dos estados mais povoados dos EUA, o que permitiria qualquer cidadão maior de 21 anos possuir uma onça de maconha (medida equivalente a 28,3 gramas) para consumo pessoal e até oito onças e quatro plantas se fosse paga uma licença de US$ 50.

No entanto, a proposta não tinha a apoio de todos os defensores da legalização da maconha, já que criaria um oligopólio no qual apenas poucos endinheirados e promotores da medida poderiam produzir cannabis no estado.

A rejeição de Ohio freia o bom momento que a proposta da cannabis estava vivendo no país, já que desde 2012 foram quatro os estados (Colorado, Washington, Oregon e Alasca) que aprovaram seu consumo, produção, compra e venda.

Eleições. Os EUA celebraram nesta quarta-feira, 4, uma jornada eleitoral local na qual também foram eleitos dois governadores, o de Kentucky, Matt Bevin, um republicano próximo ao Tea Party (setor mais conservador do partido) que se transformou no segundo conservador eleito no estado em quatro décadas; e o do Mississipi, Phil Bryant, ganhador por uma ampla margem.

Na Virgínia, os republicanos também tiveram uma vitória ao assegurarem a continuidade do controle do Senado estadual por uma margem de 21 a 19, apesar dos esforços e da campanha do governador democrata, Terry McAuliffe, para que seu partido tivesse maioria na Câmara.

No Texas, Houston, maior cidade do estado e quarta maior do país, rejeitou uma medida proposta pela Igualdade de Direitos, mais conhecida como HERO (sigla em inglês), que buscava proteger da discriminação 15 minorias. Foram 61% dos votos contra e apenas 39% a favor do projeto, que visava evitar a discriminação por razão de etnia, cor, nacionalidade, gênero, idade, condição sexual, incapacidade ou identidade de gênero. /EFE

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