OIT: Trabalho infantil cai pela metade em uma década

A quantidade de crianças que realizam trabalhos perigosos diminuiu pela metade entre 2002 e 2012, caindo para 85 milhões o número de menores submetidos a tais condições, informou nesta segunda-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A queda, no entanto, não será suficiente para que seja cumprida a meta de não haver mais nenhuma criança envolvida nesse tipo de trabalho até 2016, prosseguiu a agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

AE, Agência Estado

23 de setembro de 2013 | 15h17

No informe quadrienal sobre a situação do trabalho infantil no mundo, a OIT considera significativa a redução. Em 2001, 171 milhões de crianças com idade entre cinco e 17 anos realizavam algum tipo de trabalho que colocava em risco sua saúde, sua segurança ou seu desenvolvimento moral, segundo dados da agência.

Ao anunciar a redução pela metade do trabalho infantil em condições de risco, a diretora da OIT dedicada à erradicação do flagelo, Constance Thomas, argumentou que a meta estabelecida em 2006 era muito otimista. "Por isso é provável que não a alcancemos", declarou ela.

A OIT atribuiu a redução pela metade do trabalho infantil à vontade política dos governos pelo mundo, o que permitiu a aprovação de leis que brincam maior proteção social e educação para as crianças. Fonte: Associated Press.

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