Oito amostras do Departamento de Estado revelam antraz

Testes de oito das 55 amostras coletadas num centro de processamento de correspondência do Departamento de Estado norte-americano confirmaram a presença da bactéria do antraz. Segundo o médico Steven Ostroff, especialista em antraz do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, por sua sigla em inglês), a agência acredita que haja uma carta contaminada que ainda não foi detectada nos prédios do Departamento. No fim de outubro, um funcionário desse centro, localizado em Sterling (Virgínia), chegou a ser hospitalizado ao mostrar sintomas de contaminação com antraz respiratório. Tal caso, segundo os especialistas, foi proveniente da carta enviada ao líder da maioria democrata no Senado, Tom Daschle.As autoridades detectaram três cartas contaminadas no país, enviadas a Daschle, ao âncora da NBC Tom Browak e ao jornal New York Post. Também existe a hipótese de que uma carta ainda não descoberta tenha sido enviada à companhia que publica um jornal na Flórida, onde dois trabalhadores foram contaminados, um dos quais faleceu. Segundo o CDC, 17 pessoas apresentaram antraz durante o atual ataque bioterrorista. Dez delas contraíram a variação respiratória e o restante adquiriu o tipo cutâneo, que é menos grave.O porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, disse à imprensa que oito amostras entre as 55 coletadas nas dependências dos correios em Sterling deram teste positivo para antraz. Ele acrescentou que duas amostras foram coletadas em duas máquinas classificadoras de correspondência e outras seis, em uma terceira. Boucher disse que os resultados são importantes, já que reforçam a teoria de que uma carta similar à enviada a Daschle moveu-se através dos correios.

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