Oito deputados chegam à Colômbia e uma volta ao Equador

A deputada equatoriana cassada Gloria Gallardo, que estava entre os deputados que viajaram para a Colômbia na terça-feira, 24, retornou a seu país nesta quinta, 26, no mesmo dia em que outros oito chegaram a Bogotá. Gallardo e mais cinco legisladores haviam viajado para buscar asilo político, evitando uma eventual detenção por crime de sublevação. Em sua chegada ao aeroporto de Guayaquil, a deputada (integrante do partido Prian, de oposição ao presidente equatoriano, Rafael Correa) disse aos jornalistas que voltava para o Equador sem garantias de que não será detida.Outros oito deputados equatorianos que perderam seus mandatos chegaram nesta quinta-feira à Colômbia, um dia depois dos seis legisladores terem pedido proteção à Chancelaria colombiana em Bogotá, informaram fontes governamentais.O segundo grupo de legisladores equatorianos entrou na Colômbia pelo departamento colombiano de Nariño e visitou Luis Fernando Villota, prefeito de Ipiales (700 quilômetros ao sudoeste de Bogotá).Porta-vozes de Prefeitura de Ipiales, cidade próxima à fronteira com a província equatoriana de El Carchi, disseram que os deputados recém-chegados à localidade foram Shirley Borja, Oswaldo Flores, Alfredo Bautista, Eduardo Montaño, Jorge Mejía, Rodolfo Maya, Edgar Espín e Fernando Romo, que se declararam como perseguidos políticos.O primeiro grupo, de seis deputados, havia pedido asilo ao presidente colombiano, Alvaro Uribe, solicitação formalizada ao vice-ministro de Relações Exteriores colombiano, Camilo Reyes, que recebeu os legisladores do país vizinho.Os seis estão entre os 24 deputados contra quem uma promotora de Quito proferiu uma ordem de prisão preventiva na terça-feira, sob o argumento de que iniciaram uma revolta.A medida judicial foi expedida um dia depois de o Tribunal Constitucional (TC) equatoriano restituir 50 dos 57 deputados que foram cassados em março pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os parlamentares tiveram os cargos cancelados por supostamente obstruírem um processo de Assembléia Constituinte convocado pelo presidente Rafael Correa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.