Oito países propõem governo de transição no Afeganistão

Chanceleres de oito países concordaram nesta segunda-feira em acelerar esforços para formar "com urgência" um governo alternativo no Afeganistão. Os chanceleres da comissão denominada "Seis mais dois", constituída pelos seis países vizinhos do Afeganistão - Irã, China, Paquistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Usbequistão - mais EUA e Rússia, reuniram-se à margem da Assembléia Geral das Nações Unidas, enquanto a Aliança do Norte informava ter avançado até às portas de Cabul, a capital afegã. Ao final de uma reunião de 90 minutos, os representantes dos oito países emitiram uma declaração em que apóiam o empenho do enviado da ONU ao Afeganistão para "facilitar os esforços dos grupos afegãos comprometidos com um Afeganistão livre e pacífico a estabelecer urgentemente uma ampla administração afegã". O enviado Lakhdar Brahimi disse estar confiante em poder congregar "uma mostra representativa do povo afegão para ver que tipo de arranjos interinos pode elaborar para Cabul", se possível dentro de alguns dias. Dois funcionários norte-americanos disseram que os arranjos provavelmente incluirão o uso de forças de paz de países muçulmanos e não-muçulmanos. A idéia partiu da Turquia e outros possíveis participantes do grupo são Indonésia, Bangladesh e Jordânia, disseram os funcionários, que falaram sob a condição de não serem identificados. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que os ministros "deixaram clara a necessidade de celeridade, para coordenar os aspectos políticos com os acontecimentos militares no terreno". Leia o especial

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